
Queer é um termo inglês que significa estranho, mas era empregado para designar os homossexuais masculinos que eram considerados excessivamente efeminados de forma pejorativa, assim como os termos “viado”, “bicha”, “boiola” e tantos outros conhecidos no Brasil.
Atualmente queer é utilizado para abranger todas as formas de sexualidade que são consideradas “estranhas” dentro da heteronormatividade. Nas artes o queer pode ser identificado com o camp “uma estética de sensibilidade em que algo atraente é devido ao seu ‘mau gosto’ e ‘irônia’”. Percebe-se que em ambos existe um conteúdo ironizado, uma espécie de protesto para seus objetos que são considerados de mau gosto, feio, inferior...
Vê-se o quanto os discursos são construídos para a inferiorização daquilo que não é interessante para o Sistema, cria-se instrumentos de subalternização dessas categorias que são reproduzidas deste a educação de cada indivíduo. Bicha, viado, sapatão, traveco são termos que carregam em si mesmos estes discursos inferiores.
A sexualidade é performática! Assim como o gênero. A partir dos discursos proferidos cada individuo atua conforme as especialidades pré-estabelecidas. O camp estando ligado ao campo das artes, imagético, encontra na performance artística um modo de ironizar esses discursos e de desconstruir esses significados, ou melhor, esses protocolos. Mais sobre o camp.
O importante é pensar que não devemos identificar os indivíduos pela sua sexualidade. Cada individuo possui uma subjetividade complexa, negar isso é ridículo, afinal estamos vivos e temos consciência desta realidade. Me chamem de bicha, puta, maconheiro, mas não se esqueçam que ainda existe um ‘eu’ que pode ser conhecido e que não se reduz a esses meros conceitos redutores e “objetivos”( para os olhos de alguns)...
Teu pai já sabe? - Cuida da tua vida





